


Sónia
Tavares nasceu em Toronto, no Canadá e é filha de pais portugueses. O seu
envolvimento na música remonta à infância. Com apenas 8 anos de idade começou
a estudar piano, lições e exames que prosseguiu durante os próximos onze anos
da sua vida. Após esta caminhada, a Sónia passou a ensinar lições de piano
aos mais jovens, profissão que desempenhou durante alguns anos.
Aos 15 anos, Sónia Tavares começou a aperceber-se de que algo faltava na sua
vida. Foi quando descobriu que queria cantar. Depois de alguma análise, descobriu
que a melhor forma para explorar esta paixão seria através de lições de canto
clássico. Resolveu procurar um emprego a tempo parcial para poder pagar as
lições que tirava ao fim do dia, depois das aulas, e ao fim de semana. A Sónia
estudou canto clássico durante doze anos, os últimos na prestigiosa escola
Conservatório Real de Música (Royal Conservatory of Music), em Toronto. De
2002 a 2004, acompanhou a Opera de Toronto em concerto como membro do Coro
e participou nas gravações de Castor e Pollux de Rameau.
Sónia Tavares tem uma profunda paixão pela música portuguesa. Antes de começar
a cantar, descobriu uma cantora portuguesa que viria a ser uma profunda influência
na sua vida. Com 15 anos, ouviu a bela gravação da “Canção do Mar” de Dulce
Pontes. Desde então, deixou-se enfeitiçar. Sónia comprou o CD de Dulce Pontes,
álbum que ouviria sem cessar durante um ano e meio, cantando todos os temas.
Dulce Pontes passaria a ser a sua referência como artista e, a partir daí,
não parou mais de estudar a música portuguesa, sobretudo o Fado.
Enquanto frequentava a Universidade de Toronto, onde estudou História e Religião,
Sónia foi uma das fundadoras da tuna luso-canadiana, Luso-Can Tuna, a única
do género na América do Norte, não obstante a sua longa tradição académica
em Portugal e na Espanha. Com a Luso-Can Tuna, teve a oportunidade de actuar
várias vezes em Portugal e em várias regiões ao sul do Ontário, dando-lhe
o à-vontade necessário para estar em palco e permitindo-lhe ultrapassar a
timidez que um dia sentiu. Em 2004, Sónia Tavares decidiu ter chegado a altura
de começar a dedicar-se ao fado.
O primeiro grande espectáculo da sua vida como fadista realizou-se no Museu
Real do Ontário (ROM) num evento que tinha como objectivo divulgar a cultura
e a arte portuguesas. Desde então, tem participado em Noite de Fado na comunidade
portuguesa, para além de continuar a actuar no meio canadiano. Nesta altura,
sente-se feliz por poder lançar o primeiro álbum de fado da sua vida ao qual
deu o nome de Reformação.
Sónia Tavares sente-se orgulhosa por começar, agora, a dar os primeiros passos
como compositora e sente-se extremante feliz por poder escrever letras em
português. Quatro dos temas do álbum foram escritos pela própria, algo que
um dia pensou ser impossível conseguir. Sónia atribui esta acontecimento ao
facto das coisas acontecerem quando estão destinadas a acontecer, tal como
o fado, a palavra portuguesa que tão ligada está ao destino.